Fevereiro 2016

O Tejo não divide, une! Não pode dividir, tem é de unir!

Mais do que factor de divisão territorial, política, de gentes e tradições que vivem dele e com ele, o Tejo deve fazer convergir vontades e despertar sentimentos de unidade. Só assim podemos garantir a sua defesa, ambiental, social, cultural e económica.

O Tejo está a morrer, este é o pensamento praticamente unânime de todos os agentes que agem e interagem com o rio. Mas, se na reflexão e na conclusão estamos praticamente todos de acordo, porque raio de razão na acção divergimos, ou amplificamos essa eventual divergência?

O Tejo não é, nem pode ser, arma de arremesso político para ganhos políticos e mediáticos imediatos. Ao fomentarmos esta disputa não damos um único contributo positivo para a resolução dos problemas internacionais (o não cumprimento dos caudais mínimos acordados na Convenção de Albufeira), que geram, também, problemas ambientais (relatos de abundantes descargas poluentes, identificados, não sancionados e muito menos corrigidos) e económicos (novas travessias e pesca de subsistência).

O Tejo não é de vereadores da oposição contra Presidentes da posição, não é de Deputados com câmaras de filmar atrás contra os das perguntas e requerimentos, não é de ambientalistas contra empresários, o Tejo é de todos, para todos.

Se houve um tempo em que o Congresso do Ribatejo fez sentido e um outro em que se perdeu esse espírito de união. Ao Tejo, ao Ribatejo e às suas gentes devemos o esforço de voltar a pensar o Ribatejo como um todo e o Tejo como factor essencial de unidade!

O desafio é dirigido a todos, individualmente considerados ou devidamente organizados em movimentos, associações, partidos, agentes económicos, forças de segurança e protecção da natureza, entidades públicas e privadas. Juntem-se, encontrem-se a meio caminho, estabeleçam plataformas máximas de entendimento e na integração de visões e soluções diferentes, haja unidade na acção.

O potencial ambiental, cultural, turístico, económico e social do Rio Tejo merece este esforço, vamos a isso?

 

(como é óbvio, não podemos esquecer de juntar aos problemas do Tejo, aqui sumariamente descritos, outros problemas, como por exemplo em Portugal, os do Alviela e Almonda.)