Selo Protetor – Concelho de Salvaterra de Magos

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Aquele testemunho que é tão fácil de escrever, como de bloquear e não conseguir…

O ano começou com a emoção de assistir à apresentação deste projecto, 30 e 31 de Janeiro – Fórum GovInt no São Jorge em Lisboa, o ano termina com a alegria de levarmos três Selos Protetores para o Concelho de Salvaterra de Magos. Pelo meio um Fevereiro e Março de intenso, denso, dedicado e empenhado trabalho de todos os parceiros.

Hoje, o primeiro dia do resto da vida deste projecto tenho de reconhecer e agradecer a todas e todos, da Escola Profissional, a Vera Vidigal, a Silvia Fernandes e o Duarte Bernardo, do Agrupamento de Escola de Salvaterra de Magos, a Maria Castela Lopes, a Cristina Larginho e a Isabel Neves, do Agrupamento de Escolas de Marinhais a Isidora Saramago, a Maria Leonor Félix, a Celia Mercê e a Ana Arrais, da GNR o Manuel Gonçalves, o Fernando Simões, o José Pereira e o Nobre, da CPCJ a Ana Azinhaga, a Cilia Cristóvão, o João Correia, a Anabela Damásio, o Paulo Nuno Santa Bárbara, a Silvia Marcelino, a Margarida Vieira, o Pedro Machado, a Inês Duarte Gonçalves e a Ortélia Lobo.

Cada uma e cada um destes seres humanos foram fantásticos na paciência para me ouvir, assertivos nos contributos e incansáveis no trabalho de elaboração das candidaturas, para as quais tivemos o mês de Março para as fazer.

“Ambientes protetores não acontecem simplesmente, exigem planeamento, compromisso, acompanhamento e colaboração.”

Planeamos e assumimos o compromisso, mas nada disto teria sido possível sem o acompanhamento da Rosário Farmhouse e da Joana Garcia Fonseca, sem esquecer a Nélia Alexandre e a Fátima Silva, a atenção com que nos ouviam e esclareceram foi fantástica e por último mas não menos importante, na medida em que foi fundamental, a colaboração da Teresa Louro…foi ela que de Sintra se deslocou a Salvaterra de Magos e espantou os medos, as dúvidas e firmou a certeza que seríamos capazes, com todos os parceiros, desbloqueou o processo e fez-nos avançar, fez-nos sonhar…e como sabemos, quando se sonham o mundo pula e avança!

Foi provavelmente o projecto que mais satisfação me deu concretizar, juntar, arriscar, coordenar, delegar, colaborar, partilhar!

Obrigado a todos e a todas que concretizaram este desígnio de tornar o nosso território as nossas escolas mais protetoras dos riscos e perigos que, infelizmente, vão vivendo, e mais promotoras dos direitos das crianças e jovens.

Há no país 34 Selos Protetores, 3 são na nossa terra, salvo o erro, os únicos do Distrito de Santarém, uma responsabilidade temos de assumir: liderar pelo exemplo, praticar e divulgar as boa práticas, empurrar e puxar os outros para, também, assumirem este compromisso, o tal que foi tão bem definido pelos africanos…”para educar uma criança é preciso toda a aldeia” e que tão bem a Rosário Farmhouse hoje complementou com um…”para proteger uma criança é preciso toda a aldeia!

(este projecto é um processo de construção, nunca está completo e nem os protagonistas se eternizam nele, a quem entra agora…força, bom trabalho e sucesso)

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EducTalkes – Inspirar a Educação do Futuro

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Interessante…muito interessante a iniciativa da Câmara Municipal, no âmbito das V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação do Concelho de Salvaterra de Magos. O EducTalks – Inspirar a Educação do Futuro foi verdadeiramente uma lição de vida, como “novos projectos”, boas práticas, desconstrução de conceitos, desafios e partilha de ideias.

Com a Joana Ribeiro de Carvalho, o Rui da Rosa, o Jorge Santos, o Carlos Matias, a Andreia Azevedo e o Sabino Soares, tivemos oportunidade de ouvir sobre o “Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolas – PIICIELT”, (que eu gostava que não usasse as expressões: bélicas como “combate” e negativas como “insucesso”) “Academia de Inteligência Emocional”, sobre as “Vivências associadas à prática educativa (com uma apresentação da bondade do projeto TVR notável, que nos transmite que algumas das inovações de hoje já são trabalhadas há muito) sobre “A importância das colectividades/associações na promoção do sucesso escolar” (aqui tenho a maior das duvidas nesta definição de sucesso), sobre “A importância da Parentalidade Positiva na promoção do sucesso escolar” e sobre “Os benefícios do Mindfulness na promoção do sucesso escolar”.

Num momento em que temos uma escola do Sec. XIX, professores do Sec. XX e alunos do Sec. XXI estas desconstruções são extremamente úteis, obrigam-nos a pensar fora da caixa e a puxar pela criatividade, o sistema de base está errado e não bastam boas práticas aqui e a ali para promover a realização escolar das crianças e jovens, primeiro à que derrubar o muro e depois construir uma ponte, assente na definição histórica de que “para educar uma criança precisamos de toda a aldeia”

Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar! Com Sofia fica o agradecimento pela iniciativa, pela oportunidade de participar e pela vontade de continuar a aprender com esta gente de experiências maravilhosas que têm de ser integradas, sistematizadas e implementadas em todos os territórios do país.

V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação

V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação

dos murros no estômago, que devem ser transformados em oportunidade de sermos gente melhor…

Hoje tive oportunidade de assistir, no âmbito das V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação do Concelho de Salvaterra de Magos, a um encontro com a “Pais em Rede” – ONG de Apoio às famílias com crianças e jovens com deficiência. Com a Julia Pimentel, a Helena Sabino a Sofia Mota e a Rita Dezoito tivemos oportunidade de perceber o gigantesco combate que estas pessoas, famílias e organizações tem diariamente.

Perante a “falência” do estado, que se não é a esta gente que estado serve, a quem é? foi uma das perguntas que deixei numa reflexão crítica sobre a forma como falhamos a esta gente, gente como nós, mas que precisa de de superar todos os minutos para ultrapassar barreiras, a primeira das quais a da indiferença. De acordo com os dados estatísticos devíamos-no cruzar com um cidadão com deficiência a cada esquina, se me permitem a expressão. Onde é que eles estão? Temos enquanto comunidade, devidamente organizada ou individualmente considerada, feito tudo o que está ao nosso alcance para promover todos os direitos e deveres que gente como nós tem? Tivemos ainda oportunidade de sumariamente ficar a conhecer o projecto Sintra Inclui, uma das boas práticas municipais que importa replicar em todo o país.

Partilhar, colaborar, procurar respostas de proximidade, criar rede, reforçar competências, facilitar, acelerar, informar, capacitar, são algumas das palavras chaves para tornar as comunidades mais inclusivas…afinal de contas eles são gente como nós! Diferentes e Especiais…mas, gente como nós!!