Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (CXIX)

Sopa da pedra
(receita de Matilde Lopes Fernandes, 86 anos – Alcanhões, Santarém)

Ingredientes: Feijão catarino, focinho e queixadas de porco, chouriço de carne, farinheira, e toucinho da barriga, batatas, cebola, coentros, uma folha de louro, água e sal.

Modo de fazer: O feijão fica de molho de um dia para o outro. Coze-se o feijão em água e sal. Guarda-se. As carnes salgadas lavam-se bem lavadas e põem-se a cozer. As farinheiras e as morcelas cozem-se à parte. Aproveita-se a água de cozer as carnes. Descascam-se as batatas, cortam-se aos quadrados miudinhos e cozem na água das carnes, ao ficarem quase cozidas recebem as carnes, uma cebola e um ramo de coentros. Deixa-se ferver, ao a cebola ficar cozida retira-se e o mesmo se faz aos coentros. Rectificam-se os temperos. Corta-se o chouriço aos bocadinhos, assim como a farinheira e a morcela que cozeram à parte e juntam-se à sopa.

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Glossário

Garfo: utensílio de cozinha, de serviço ou de mesa, em forma de forcado com dois, três ou quatro dentes. É mencionado na Bíblia, na separação de carne nos sacrifícios. Introduzido na Europa a partir do século X V , foi Henrique III que o levou para França, que o descobriu na corte de Veneza no ano de 1574, tendo apenas dois dentes. A generalização do uso do garfo só ocorreu no século X V I I I , Luís XIV ainda comeu com os dedos. Com o decorrer do tempo os garfos passaram a ter três e quatro dentes. O garfo com dois dentes usa-se em cozinha nos assados para espetar aves e carnes. Existem garfos especiais cujo tamanho varia, e têm uma função específica.

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#RibatejoMelhor

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Hoje no Instituto Politécnico de Santarém a acompanhar os Deputados do Partido Socialista.

Proximidade e colaboração empenhada, uma partilha que ajuda a resolver os constrangimentos provocados pela falta de alojamento de estudantes em Rio Maior, essencial para o desenvolvimento do Politécnico, da Escola e da Região.

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Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (LXXXVI)

Tripas cozidas de porco

(receita de Manuel João Simões, 77 anos – Amiais de Baixo, Santarém)

Ingredientes: Tripas-de-porco, água, sumo e rodelas de limão, sal e vinagre. 

 Modo de fazer: Lavam-se as tripas numa mistura de água, sumo de limão e vinagre. Escaldam-se. Cozem-se em água e sal. Arrefecem. Cortam-se as tripas miudamente e temperam-se com azeite, alho picado e cebola do mesmo modo e servem-se. 

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Glossário

Sapatas: pés de borrego, assim foram designados pela respondente. Sapata: chinela de coiro.

Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (LXXXIV)

Sopas de café

(receita de Maria do Rosário Paulino Pereira, 82 anos – Casais da Aroeira, Abitureiras, Santarém)

Ingredientes: Café de cafeteira, açúcar amarelo e fatias de pão.

Modo de fazer: Miga-se o pão para uma tigela, por cima rega-se com o café, adoça-se 

e mistura-se.

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Glossário

Caldear: misturar com líquido para formar calda.

Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (LXXVI)

Esparregado de diabelhas I

(receita de Perpétua Elisa Bernardino Duarte, 90 anos – Moçarria, Santarém)

Ingredientes: Diabelhas, azeite, farinha, alhos, sal e vinagre.  

Modo de fazer: Lavam-se e esfarrapam-se as diabelhas. Cozem em água e sal numa panela. Escorrem-se. Numa frigideira frigem-se alhos em azeite, e juntam-se as diabelhas feitas em bolas, adiciona-se a farinha, mexe-se, põe-se mais azeite se for preciso, verifica-se o sal e borrifam-se com vinagre. 

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Glossário

Escabeche: preparado à base de vinagre e outros temperos, no qual se conservam os alimentos que serão servidos mais tarde. Este procedimento aplica-se sobretudo aos peixes pequenos, mas também serve para cozinhar aves de capoeira ou caça. Depois de frio, mantendo-se o azeite ou o óleo, é acrescido de alho, cebola, louro, pimentão, tomate, além do vinagre e especiarias. 

Viagens na minha terra

“Nunca dormi tão regalado sono em minha vida. Acordei no outro dia ao repicar incessante e apressurado dos sinos da Alcáçova. Saltei da cama, fui à janela, e dei com o mais belo, o mais grandioso, e, ao mesmo tempo, mais ameno quadro em que ainda pus os meus olhos.

No fundo de um largo vale aprazível e sereno, está o sossegado leito do Tejo, cuja areia ruiva e resplandecente apenas se cobre de água junto às margens, donde se debruçam verdes e frescos ainda os salgueiros que as ornam e defendem. Dalém do rio, com os pés no pingue nateiro daquelas terras aluviais, os ricos olivedos de Alpiarça e Almeirim; depois a vila de D. Manuel e a sua charneca e as suas vinhas. Daquém a imensa planície dita do Rossio, semeada de casas, de aldeias, de hortas, de grupos de árvores silvestres, de pomares. Mais para a raiz do monte em cujo cimo estou, o pitoresco bairro da Ribeira com as suas casas e as suas igrejas, tão graciosas vistas daqui, a sua cruz de Santa Iria e as memórias romanescas do seu alfageme.

Com os olhos vagando por este quadro imenso e formosíssimo, a imaginação tomava-me asas e fugia pelo vago infinito das regiões ideais. Recordações de todos os tempos, pensamentos de todo o género me afluíam ao espírito, e me tinham como num sonho em que as imagens mais discordantes e disparatadas se sucedem umas às outras.

”in Garrett, Almeida; Viagens na Minha Terra, Cap. XXVIII.

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(a foto do Luis Prates, igualmente espectacular, é de outra perspectiva da Lezíria)

Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (XIV)

Azeitonas retalhadas

(receita de Perpétua Elisa Bernardino Duarte, 90 anos – Moçarria, Santarém)

Ingredientes: Azeitonas, água, alhos, cascas e rodelas de laranjas, louro, pimenteiras, orgãos e sal. 

Modo de fazer: Para uma talha de água vazam-se as azeitonas previamente retalhadas. São temperadas com alhos cortados, cascas e rodelas de laranjas, orgãos, pimenteiras e sal.

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Glossário 

Samiro: enguia grande