Leslie

Impressionante o efeito do Leslie, para quem achava que os alertas foram exagerados uma vista de olhos às imagens talvez seja recomendado.

Entrou pelos distritos de Leiria e Coimbra, podia ter sido por Lisboa e Setúbal e a tragédia teria sido com toda a certeza de proporções históricas, um ano depois a zona centro do país foi novamente massacrada pela tragédia, espero que a, feliz, ausência de mortes não corresponda a ausência de solidariedade pública, institucional e informal.

Por cá, onde se chegou a prever a passagem da tempestade, gostei de ver nas redes sociais, as limpezas de telhados, os jantares caseiros e o sossego nas ruas. Exageradas são sempre as tragédias, os avisos e alertas nunca são demais.

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(para as vagas de calor e consequências nos incêndios as alterações climáticas são relativizadas porque interessa sempre a cabeça de ministros na bandeja, agora que não se consegue pedir a demissão de um qualquer ministro, podemos então discutir os efeitos do nosso estilo de vida no planeta e as alterações climáticas?)

 

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EducTalkes – Inspirar a Educação do Futuro

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Interessante…muito interessante a iniciativa da Câmara Municipal, no âmbito das V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação do Concelho de Salvaterra de Magos. O EducTalks – Inspirar a Educação do Futuro foi verdadeiramente uma lição de vida, como “novos projectos”, boas práticas, desconstrução de conceitos, desafios e partilha de ideias.

Com a Joana Ribeiro de Carvalho, o Rui da Rosa, o Jorge Santos, o Carlos Matias, a Andreia Azevedo e o Sabino Soares, tivemos oportunidade de ouvir sobre o “Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolas – PIICIELT”, (que eu gostava que não usasse as expressões: bélicas como “combate” e negativas como “insucesso”) “Academia de Inteligência Emocional”, sobre as “Vivências associadas à prática educativa (com uma apresentação da bondade do projeto TVR notável, que nos transmite que algumas das inovações de hoje já são trabalhadas há muito) sobre “A importância das colectividades/associações na promoção do sucesso escolar” (aqui tenho a maior das duvidas nesta definição de sucesso), sobre “A importância da Parentalidade Positiva na promoção do sucesso escolar” e sobre “Os benefícios do Mindfulness na promoção do sucesso escolar”.

Num momento em que temos uma escola do Sec. XIX, professores do Sec. XX e alunos do Sec. XXI estas desconstruções são extremamente úteis, obrigam-nos a pensar fora da caixa e a puxar pela criatividade, o sistema de base está errado e não bastam boas práticas aqui e a ali para promover a realização escolar das crianças e jovens, primeiro à que derrubar o muro e depois construir uma ponte, assente na definição histórica de que “para educar uma criança precisamos de toda a aldeia”

Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar! Com Sofia fica o agradecimento pela iniciativa, pela oportunidade de participar e pela vontade de continuar a aprender com esta gente de experiências maravilhosas que têm de ser integradas, sistematizadas e implementadas em todos os territórios do país.

V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação

V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação

dos murros no estômago, que devem ser transformados em oportunidade de sermos gente melhor…

Hoje tive oportunidade de assistir, no âmbito das V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação do Concelho de Salvaterra de Magos, a um encontro com a “Pais em Rede” – ONG de Apoio às famílias com crianças e jovens com deficiência. Com a Julia Pimentel, a Helena Sabino a Sofia Mota e a Rita Dezoito tivemos oportunidade de perceber o gigantesco combate que estas pessoas, famílias e organizações tem diariamente.

Perante a “falência” do estado, que se não é a esta gente que estado serve, a quem é? foi uma das perguntas que deixei numa reflexão crítica sobre a forma como falhamos a esta gente, gente como nós, mas que precisa de de superar todos os minutos para ultrapassar barreiras, a primeira das quais a da indiferença. De acordo com os dados estatísticos devíamos-no cruzar com um cidadão com deficiência a cada esquina, se me permitem a expressão. Onde é que eles estão? Temos enquanto comunidade, devidamente organizada ou individualmente considerada, feito tudo o que está ao nosso alcance para promover todos os direitos e deveres que gente como nós tem? Tivemos ainda oportunidade de sumariamente ficar a conhecer o projecto Sintra Inclui, uma das boas práticas municipais que importa replicar em todo o país.

Partilhar, colaborar, procurar respostas de proximidade, criar rede, reforçar competências, facilitar, acelerar, informar, capacitar, são algumas das palavras chaves para tornar as comunidades mais inclusivas…afinal de contas eles são gente como nós! Diferentes e Especiais…mas, gente como nós!!