As legislativas…

É inequívoco que o Partido Socialista teve uma grande vitória eleitoral nestas legislativas, cá pelo Ribatejo ganhou em número de votos (76 836), em numero de mandatos (4), venceu em mais concelhos (18 em 21) em mais freguesias (109 em 141) subimos em toda a linha em relação a 2015 e reforçamos a tendência das eleições autárquicas (2017) e europeias (2019), ou seja…há cada vez mais pessoas a confiar nos projetos políticos e nos protagonistas que o Partido Socialista tem apresentado às gentes do Ribatejo.

A consistência do trabalho desenvolvido durante a legislatura é a grande explicação para estes resultados, confirmados por estudos recentes que indicam que 80% das pessoas chega ao momento de campanha eleitoral com a sua decisão tomada, número que sobe para 93% na semana anterior às eleições. É neste indicador que nos temos de concentrar no futuro próximo…de nada vale golpes de asa de ultima hora, a confiança das pessoas conquista-se dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano, durante o mandato. Foi assim com confiança traduzida em votos que vimos confirmada a boa decisão dos Deputados, Autarcas e Dirigentes do PS em manterem semanalmente o contato com o território, com as suas gentes, com as associações, ipss’s e empresas, foram dezenas, centenas de encontros, reuniões e visitas em quatro anos que culminaram com uma campanha que passou pelos vinte e um concelhos da região, por mais de sessenta freguesias e com mais de uma boa dezena de visitas a empresas e associações. Para além das festas populares, das feiras e mercados houve todo um trabalho desenvolvido por militantes, simpatizantes e apoiantes que permitiu contrariar a tendência de queda de todos os partidos, pelo menos dos tradicionais. Será esta a explicação para o crescimento do PS numa região que perdeu eleitores e que para alem disso aumentou a abstenção?

Mas, mesmo sendo nenhum o contributo do Partido Socialista para o aumento da abstenção, ela é um problema complexo que exige de todas e todos um esforço enorme para contrariar esta maldita tendência de alheamento do processo de decisão sobre o nosso futuro individual e colectivo.

Trabalhar durante os quatros anos é essencial, estar próximo das realidades locais é a chave da participação. Formar, informar e comunicar é um desafio permanente, para o qual contamos com a ajuda das redes sociais, que também foram lideradas pelo Partido Socialista, no Facebook, no Instagram e no Twitter entre publicações, partilhas, gostos e comentários atingimos as centenas de milhares de interações com os utilizadores, logo com as pessoas.

Não há soluções simples para problemas complexos, mas tenho a certeza que continuar este trabalho nas redes sociais, reais e virtuais, é essencial para inverter a curva descendente da participação, combinar o trabalho nacional e regional com o local é o que tentaremos fazer nos próximos anos.

Esta é apenas uma leitura sobre os resultados, uma de tantas que vamos ter de ir fazendo, não há conclusões absolutas e muito menos fechadas sobre resultados eleitorais é da integração das diversas visões que evoluímos.

Por fim quero-vos agradecer a enorme bondade de me acompanharem por aqui, ali e acolá…tenho aprendido muito com os vossos contributos!

Respeito!

João Costa bem, muito bem…a limpar a estupidez e a parvoíce trazida para o espaço mediático sobre a proteção de jovens, de uma imensa minoria hoje exposta de forma vergonhosa, nomeadamente pela direita, mas que teve o mérito de nos mostrar onde estão os preconceituosos, miseráveis criaturas que não admitem a diferença…ainda ontem a Filipa Roseta batia no peito a falar de diversidade, tenham vergonha! Respeitem estas crianças, estas famílias, respeitem-se!!

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real world

Hoje foi de aprendizagem, de contacto com os conceitos de first and last-mile, smart logistics, click and collect, last mile delivery. Uma plataforma logística brutal…cento e vinte mil contentores ano e a crescer, 60% exportações, crescimentos de dois dígitos ao ano na última década e, e, e…

Acessibilidades e mobilidade rodo-ferroviária, formação profissional, formação académica, fiscalidade e burocracia excessiva foram alguns dos constrangimentos identificados, registando os avanços dos últimos anos mas ficando claro que temos de andar mais depressa…o mundo é cada vez mais exigente e veloz.

Por fim, um derrube dos conceitos induzidos pelo tempo: a caixa que mudou o mundo foi a televisão, também…mas a revolução/evolução mundial foi, e é, mesmo proporcionada por uma outra caixa: o contentor.

E a política, pá?…e a política, pá?

E a política, pá?…e a política, pá?

Quando o Pedro Magalhães Ribeiro nos inquietou com a pergunta numa das últimas reuniões da comissão política da federação estava a referir-se ao presente mas, como quase sempre, a prever o futuro! E a política, pá?

Nos últimos dias a direita rejubila, dá gargalhadas, retwita, partilha, gosta e curte… tecla e tecla sobre a forma a forma e só a forma, certamente com o desejo secreto que a forma faça esquecer a substância. Não, estão enganados! No final do dia é sempre a política, as políticas, é sempre o conteúdo que faz pular e saltar o mundo, que o faz avançar.

Entretidos sobre uma má, dizem eles, tradução de “salário mínimo para todos os europeus” e “salário mínimo europeu” devem ter a esperança que as pessoas se esqueçam que para o salário mínimo eles tinham uma proposta: baixar! (aquela lógica de empobrecimento expancionista que teve os resultados conhecidos)

Há um principio de dignidade humana e valorização do trabalho quando se defende um salário mínimo para todos e europeu. São as pessoas no centro das propostas e o projecto da União como referência! A tradução pode não ser a correcta, mas a política é! E a direita o que quer para além de o baixar?

Entretidos numa foto de um cumprimento de Pedro Marques a uma mulher, já com idade para não ser considerada jovem, perdem-se em considerações sobre a senhora, sobre a cor do cabelo sobre isto e aquilo, tentando assim relativizar a mensagem sobre a participação dos jovens e os efeitos que ele teve no Brexit. Tudo é imagem, tudo é supérfluo para esta gente! Ácidos, arrogantes e com uma superioridade de quem nunca se engana e raramente têm dúvidas (onde é que eu já li isto?), julgam atingir o Pedro Marques e o Partido Socialista e que isso lhes dará mais votos e mais legitimidade democrática. Estão redondamente enganados, com esta táctica apenas atingem a essência da democracia: a participação das pessoas! Acham porventura que algum jovem, ou menos jovem, considera participar, dizer ou escrever alguma ideia ou opinião se a reação é, sempre, esta?

Dois exemplos…de que é mesma a política! Dignidade humana, valorização do trabalho e, participação para decidir e ser parte (a tal da inclusão, o sonho europeu lembram-se dele?)

Temos os que são eficaz nos cliques e nas fotos, perfeitos na forma vazios no conteúdo e, temos os que aparentemente são desajeitados na forma mas convictos nos ideiais e no projecto!

Ainda faltam uns dias para as eleições europeias, mas podem deste já escolher…isto não vai mudar. Aqui como se sabe o que se quer, discute-se políticas! E já que estamos em Abril…nunca imaginei Salgueiro Maia preocupado com a foto quando estava em frente às chaimites! Deveremos nós agora preocuparmo-nos?

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