Pontes & Muros (8 de Janeiro)

Ano novo e novo ano são sempre sinónimos de novos desafios, ainda que alguns correspondam a velhos problemas para os quais as tradicionais soluções já não são resposta! Praticamente um ano depois da tomada de posse de Trump, as realidades alternativas e as “fake news” instalaram-se no mundo e no dia-a-dia de todos nós e são de tal maneira avassaladoras que demoramos a reagir e raramente agimos!

Talvez hoje seja possível entender em todo o seu alcance frases como aquela “de que para o mal triunfe, basta que as pessoas boas nada façam” e este é um dos desafios para 2018, motivar as gentes boas a participar, primeiro para desconstruir as realidades alternativas, que se assemelham muito a muros e segundo para denunciar as “fake news” com a verdade, com o trabalho, com rigor, competência, transparência e paixão.

O que se pede é às pessoas boas que assumam as paixões pelas suas causas, gentes e terras, que ocupem o lugar que lhes pertence e que afastem um certo “poder instalado” que se julga dono disto tudo, acreditando eu, como já vos disse diversas vezes, nos impactos globais das acções locais, 2018 pode e deve ser ano de mais pontes e menos, muito menos muros.

Mais pontes exigem de nós menos indignações instantâneas, mais procura de informação e mais rigor nas analises… é fácil hoje apontar o dedo aos dirigentes das ipss’s, como o foi na protecção civil apontar à ministra…é fácil perceber, hoje, que afinal de contas a ministra foi, e é, umas das menos responsáveis, será, amanhã fácil de perceber que os dirigentes de ipss’s e de outras associações e colectividades não são todos iguais!

E, sendo fácil sugere-se então mais exercício de raciocínio, menos seguidismo e achismo! o que de imediato resulta em mais, e melhores, soluções para os problemas e menos muros instalados!

Parece simples e é simples, pratiquem e verão (e sentirão) como é muito mais saudável viver, integrando, tolerando, participando, desconstruindo o mal e construindo o bem.

Em próximas crónicas estarei de volta, pelo menos, às inquietações de termos apenas dois comandantes de bombeiros suspeitos de más práticas durante os incêndios de junho! À justiça não basta ser justa, também tem de o parecer! E, também, de volta à selvajaria nas estradas portugueses que atingiram, novamente, recordes negativos de mortes e feridos graves… é que na condução não basta parecer, temos mesmo de ser prudentes!

A todos um excelente ano com muitas pontes e muito, muitos menos muros! Para a semana cá nos encontraremos…

Anúncios

all in

Para depois das tragédias e do luto que o país precisa de fazer…

all in… para (re)começarmos sem angústias, sem pressas e no caminho duro do futuro, sem descanso e nenhum fruto pela metade.

Ministros, Secretários de Estado, Presidente ANPC, Comandantes Nacionais, Distritais e Municipais, Liga, Federações, etc etc etc… tudo exonerado! Para libertar a decisão de interesses instalados e independentemente das suas competências e responsabilidade nas tragédias que o país sofre(u) este ano.

Pensar o sistema de baixo para cima, só uma base bem robusta vai permitir a construção de uma estrutura sólida, credível, confiável e eficaz.

Factores de ponderação: Desertificação do interior; ordenamento do território urbano, rural, industrial, agrícola e florestal; prevenção estrutural, vigilância e combate; valorização económica de todas as actividades rurais: da produção de mel passando pelos frutos silvestres à madeira para tudo e mais alguma coisa; boas práticas ambientais, turísticas e recreativas.

e,

Profissionalização total das forças de protecção e socorro e, escusam de vir com o financiamento para isso, 90% das “receitas” das associações detentoras de corpos de bombeiros, são públicas: Autoridade, Autarquias, INEM e Hospitais, etc etc & tal.

Radical?

“Insanidade é continuar a fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”

Coisas da nossa península…

 Coisas da nossa península…e não, continuamos a não estar bem com o mal dos outros 😞

Talvez seja prudente reflectir antes de debitar meia dúzia de disparates desfocados da realidade. A reportagem podia ser de um qualquer distrito no centro e norte de Portugal, podia mas não é, na Galiza as acções e reacções são em tudo semelhantes.

(e, não não quero desresponsabilizar nenhum dirigente português, apenas peço prudência, reflexão e contenção na reacção)

Video em:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/quatro-vitimas-mortais-dos-incendios-na-galiza_v1034126

 

Pontes & Muros (29 de Maio)

Fantástico.. “estar aqui é fantástico” foi a melhor descrição (na medida que é miserável) que Trump encontrou para classificar a sua visita ao Museu do Holocausto!
Fantástico é Portugal estar na moda, isso sim! 

Fantástico tem sido o ultimo ano para a moral dos portugueses e para a esperança num futuro, efectivamente, melhor.

Dia a dia renovamos e aumentamos a nossa capacidade de voltar a sonhar num mundo melhor, a começar pelo nosso mundo…aquele que vivemos todos os dias com a nossa gente nas nossas aldeias!

Uma visita ao Museu do Holocausto é tudo menos um momento fantástico!

Fantástico era o Grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo terem chegado a acordo sobre os Acordos de Paris e as medidas de combate e prevenção das alterações climáticas!

Fantástico era a boa onda de Portugal, incluindo a da Nazaré, contagiar o líder da maior (e eventualmente única) grande potência do mundo, com energia positiva.

Negar a história é apenas estupidez! Negar a ciência é burrice! Governar pelo Twitter é conduzir-nos à III Guerra Mundial…Merkel disse que a partir de ontem deixamos de contar com Estados Unidos! Não foi um muro que construiu…foi a maior ponte de desenvolvimento do mundo que começou a ser desmantelada…a paz! 

Fantástico era Trump não nos destruir os sonhos! Fantástico é trabalhar para um futuro sem puxar (ou empurrar) pessoas para aparecer na foto! 

Fantástico é aprendermos e evoluirmos!