Leslie

Impressionante o efeito do Leslie, para quem achava que os alertas foram exagerados uma vista de olhos às imagens talvez seja recomendado.

Entrou pelos distritos de Leiria e Coimbra, podia ter sido por Lisboa e Setúbal e a tragédia teria sido com toda a certeza de proporções históricas, um ano depois a zona centro do país foi novamente massacrada pela tragédia, espero que a, feliz, ausência de mortes não corresponda a ausência de solidariedade pública, institucional e informal.

Por cá, onde se chegou a prever a passagem da tempestade, gostei de ver nas redes sociais, as limpezas de telhados, os jantares caseiros e o sossego nas ruas. Exageradas são sempre as tragédias, os avisos e alertas nunca são demais.

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(para as vagas de calor e consequências nos incêndios as alterações climáticas são relativizadas porque interessa sempre a cabeça de ministros na bandeja, agora que não se consegue pedir a demissão de um qualquer ministro, podemos então discutir os efeitos do nosso estilo de vida no planeta e as alterações climáticas?)

 

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Este país não é para velhos…

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Este país não é para velhos…para as “100 ideias da minha terra” a minha aldeia, a minha região, o meu país, ficou a ideia de criarmos planos Intermunicipais de promoção de mobilidade e acessibilidade para todos, em especial para os nossos mais velhos, uma terceira e quarta idade cada vez mais isolada, cada vez mais solitária.

A ideia que a solidão e o isolamento é lá no monte no meio do nada é uma ilusão para descargo de consciência…não! É no meio dos bairros nas nossas vilas, nas cidades, nos espaços mais urbanos dos urbanos. Dar vida aos centros históricos (tenham eles história ou não) é trazer esta gente, nossa e como nós, para a rua. Para isso precisamos de derrubar as barreiras que se perpetuam e continuam a ser criadas no espaço urbano, já foi percorrido um longo caminho deste a legislação de 1997, revista em 2006, mas precisamos de acelerar, identificar, georeferenciar, colocar online e submeter os decisores à pressão da monitorização pública e permanente.

Precisamos de percursos limpos, com zonas de descanso, de protecção e recreio, precisamos de usar a inteligência, o conhecimento e a tecnologia ao serviço deles, como por exemplo a simplicidade da utilização de semáforos inteligentes, que com um cartão identificador da pessoa, aumentam e diminuem os tempos de passagem.

O distrito está a perder gente, vai perder ainda mais na próxima década, há múltiplas e variadas respostas a encontrar para inverter esta tendência, mas temos de tratar dos que cá estão, que um dia seremos nós!

O envelhecimento ativo não pode ser apenas um conceito, tem de ser uma prática promovida da porta de casa ao fim do mundo, o mundo de cada um deles de cada um de nós.

Em follow up chegamos lá mais depressa e bem, não há tempo (esse que é dos mais preciosos bens que tem de ser vivido e aproveitado) a perder! Esta iniciativa pretende isso, aproveitar a maturidade do pensamento local para o global.

A proposta continua em construção e tem tido vários contributos, sintam-se à vontade para acrescentar, partilhar, colaborar.

EducTalkes – Inspirar a Educação do Futuro

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Interessante…muito interessante a iniciativa da Câmara Municipal, no âmbito das V Jornadas da Saúde, do Social e da Educação do Concelho de Salvaterra de Magos. O EducTalks – Inspirar a Educação do Futuro foi verdadeiramente uma lição de vida, como “novos projectos”, boas práticas, desconstrução de conceitos, desafios e partilha de ideias.

Com a Joana Ribeiro de Carvalho, o Rui da Rosa, o Jorge Santos, o Carlos Matias, a Andreia Azevedo e o Sabino Soares, tivemos oportunidade de ouvir sobre o “Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolas – PIICIELT”, (que eu gostava que não usasse as expressões: bélicas como “combate” e negativas como “insucesso”) “Academia de Inteligência Emocional”, sobre as “Vivências associadas à prática educativa (com uma apresentação da bondade do projeto TVR notável, que nos transmite que algumas das inovações de hoje já são trabalhadas há muito) sobre “A importância das colectividades/associações na promoção do sucesso escolar” (aqui tenho a maior das duvidas nesta definição de sucesso), sobre “A importância da Parentalidade Positiva na promoção do sucesso escolar” e sobre “Os benefícios do Mindfulness na promoção do sucesso escolar”.

Num momento em que temos uma escola do Sec. XIX, professores do Sec. XX e alunos do Sec. XXI estas desconstruções são extremamente úteis, obrigam-nos a pensar fora da caixa e a puxar pela criatividade, o sistema de base está errado e não bastam boas práticas aqui e a ali para promover a realização escolar das crianças e jovens, primeiro à que derrubar o muro e depois construir uma ponte, assente na definição histórica de que “para educar uma criança precisamos de toda a aldeia”

Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar! Com Sofia fica o agradecimento pela iniciativa, pela oportunidade de participar e pela vontade de continuar a aprender com esta gente de experiências maravilhosas que têm de ser integradas, sistematizadas e implementadas em todos os territórios do país.