Pontes & Muros (29 de Maio)

Fantástico.. “estar aqui é fantástico” foi a melhor descrição (na medida que é miserável) que Trump encontrou para classificar a sua visita ao Museu do Holocausto!
Fantástico é Portugal estar na moda, isso sim! 

Fantástico tem sido o ultimo ano para a moral dos portugueses e para a esperança num futuro, efectivamente, melhor.

Dia a dia renovamos e aumentamos a nossa capacidade de voltar a sonhar num mundo melhor, a começar pelo nosso mundo…aquele que vivemos todos os dias com a nossa gente nas nossas aldeias!

Uma visita ao Museu do Holocausto é tudo menos um momento fantástico!

Fantástico era o Grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo terem chegado a acordo sobre os Acordos de Paris e as medidas de combate e prevenção das alterações climáticas!

Fantástico era a boa onda de Portugal, incluindo a da Nazaré, contagiar o líder da maior (e eventualmente única) grande potência do mundo, com energia positiva.

Negar a história é apenas estupidez! Negar a ciência é burrice! Governar pelo Twitter é conduzir-nos à III Guerra Mundial…Merkel disse que a partir de ontem deixamos de contar com Estados Unidos! Não foi um muro que construiu…foi a maior ponte de desenvolvimento do mundo que começou a ser desmantelada…a paz! 

Fantástico era Trump não nos destruir os sonhos! Fantástico é trabalhar para um futuro sem puxar (ou empurrar) pessoas para aparecer na foto! 

Fantástico é aprendermos e evoluirmos! 

e assim vai o mundo…estranho!

cada vez mais estranho!

…eles lá vão conseguindo fechar as estradas, uma a uma lá conseguirão fecha-las todas! 
Ouvi há pouco que este tipo de ataques resulta do sucesso da prevenção…porque os terroristas não conseguem entrar nos perímetros de segurança. 

Não há sucesso algum…não é possível falar em sucesso quando um check in num qualquer aeroporto demora três ou quatros horas, não há sucesso se ao entrarmos num concerto somos todos tratados como suspeitos. Não há sucesso quando são cada vez mais as estradas fechadas e as pontes entre as pessoas derrubadas.

À “lei da bomba” já se percebeu que não há solução, sejam elas acionadas em coletes ou em mísseis…só um mundo mais justo, mais equitativo, mais tolerante e integrador pode ser solução! Como é que isto se consegue? Não sei…mas acredito no impacto global das acções locais!