Pontes & Muros (15 de Abril)

Já todos sabemos que os caminhos para as eleições são percursos intensos. Não podemos é continuar a focar a intensidade no grito e pior que isso, na mentira! 

Obviamente a disputa é entre seres humanos, homens e mulheres que sentem, que reagem (cada vez mais) e agem (cada vez menos)…mas a razão, que deve resultar sempre da convicção de cada um, tem de ser afirmada dentro da cordialidade e boa educação que o respeito democrático merece. Estamos em Abril e honrar Abril é respeitar as pessoas, incluindo os adversários deste ou daquele momento.

Há um sério problema de participação, de 1976 a 2017 a abstenção cresceu para níveis próximos do limite da legitimidade democrática e de representação. 

Confesso-vos que não conheço soluções mágicas para este problema altamente complexo, aliais não há soluções simples para problemas complexos mas sei bem que não é aos gritos, nem com linguagem brejeira e ordinária, muito menos com recurso, permanente, à mentira que se motivam as pessoas a participar. 

Não, não somos todos iguais, há-os que defendem o publico como redestribuidor de riqueza e gerador de igualdades de oportunidades e há-os que apenas querem desmantelar o estado e acumular a riqueza. Não é a única, mas a diferença essencial entre esquerda e direita é esta. 

Há demasiadas agendas ocultas no debate publico, dos interesses económicos aos corporativos e sempre com protagonistas disponíveis para as defender, a vós peço-vos atenção máxima, ao que ouvem,  ao que veem, e analise critica ao que parece que é mas pode não ser. 

Peço-vos enfim reflexão própria e não baseada em imediatismo… e decisão em consciência!

Tal como José Régio, “não sei por onde vou, não sei para onde vou – sei que não por ai!” Eu participo e tu?

Até para a semana, sempre a derrubar muros e a construir pontes!

(rascunho)

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