O primeiro dia do resto das nossas vidas.

Querem lá ver isto…o mundo mudou! E, esqueceram-se de avisar os poderes instalados.

Hoje, no primeiro dia do resto das nossas vidas, as esquerdas entenderam-se e estão reunidas as condições para termos um governo estável e de legislatura, com políticas que cortem com quatro anos de austeridade, que promovam a dignidade e reconheçam as pessoas com objectivo central da governação e não os mercados e as entidades financeiras deste mundo.

Mesmo partindo do princípio que não temos certeza nenhuma sobre os amanhãs que vem, devemos impressionarmo-nos com os profetas da desgraça? Aqueles que hoje nos alertam para o cumprimento do défice, foram eles capazes de o cumprir? Devemos considerar os perigos de aumento da dívida pública apregoados por gente incapaz de a controlar?

Não, não e não! Três respostas simples que não tornam as políticas a implementar simples, para situações brutalmente complexas nunca há soluções simples. As esquerdas hoje tem a capacidade de gerar esperança e sonho na vida das pessoas, infelizmente, pela simples razão que não há outra alternativa há resignação que a direita nos sujeitou.

A fasquia está elevadíssima e a margem de erro é mínima, mas porque raio de razão não devemos nós arriscar? Estamos bem? Podemos ficar pior?

A primeira demonstração de sucesso foi a capacidade de compromisso demonstrada, apesar do mar que vai separando as esquerdas, foi possível em nome dos superiores interesses dos portugueses chegar a um acordo (x3) e a uma proposta de programa de governo, a avaliação, o julgamento e a sentença devem naturalmente ser feitas por esta ordem e no seu tempo certo, qualquer antecipação é matéria do domínio da adivinhação, algo irrelevante para o dia a dia das pessoas, das famílias e das empresas.

Pediram estabilidade e compromisso, o primeiro passo está dado, os seguintes são os do concretizar para acreditarem e confiarem em nós.

Pode tudo correr mal? Poder pode, mas alguém acha que PS, BE, PCP e PEV andam a brincar aos compromissos e a meter a cabeça no cutelo porque se acham incapazes de cumprir a sua palavra, perante a oportunidade de fazer história e mudar o mundo, as esquerdas disseram presente.

Façamos cada um de nós o mesmo!

Rede Regional, 9 de Novembro

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