Romantismo vs realidade

De tempos a tempos regressa à agenda mediática o tema das ciclovias, num concelho praticamente plano a utilização das bicicletas é desejável e saudável, mas temos condições para “sonhar” com ciclovias? O ordenamento do território permite? Têm as nossas estradas e ruas dimensão para tal? É justo criar meia dúzia de quilómetros de ciclovias num concelho que tem, arrisco, mil quilómetros de estradas e ruas? 

Há uns anos atrás, houve (Ana Cristina Ribeiro – Autarca BE) quem “prometesse” uma ciclovia a ligar todas as freguesias do concelho, há hoje que diga que Marinhais é “uma terra que merece ciclovias!” (Nuno Monteiro – Autarca CDU na Freguesia de Glória do Ribatejo e Granho)!

É simpático, soma likes nas redes sociais e gera empatia entre os praticantes do dar ao pedal, mas como fazer? E antes disso…é mesmo preciso? Há dezenas, centenas de pessoas que pelas nossas vilas e aldeias se deslocam na suas pasteleiras, bmx’s e modernas máquinas de BTT…meia dúzia de quilómetros promoviam mais utilização deste meio de transporte? 

Reflecti em voz alta, provocando reacção e acção, não conheço melhor forma de evoluirmos da demagogia (mesmo que involuntária) para propostas concretas.

Talvez..antes das ciclovias, haja meia dúzia ou uma dúzia de coisas que se possam fazer para qualificar a utilização da bicicleta, digo eu.

  

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