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Movimento de Cidadãos Independentes fecha ciclo de entrevistas

Com o final do ano de 2014, damos também fim às entrevistas que visaram o balanço do primeiro ano de mandato por parte das cinco forças políticas representadas em Salvaterra de Magos. Em entrevista, Rui Moreira, do MCI, esmiúça a atualidade do concelho.

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Expresso da Lezíria – Qual o balanço que o movimento de cidadãos independentes faz sobre a atuação do primeiro ano de mandato dos órgãos eleitos no Município de Salvaterra de Magos?

Rui Moreira – Aos olhares mais desatentos, a aparência ilude. Vimos na realidade um término de projetos de mandatos anteriores, que estão finalizados ou encontram-se em fase disso. O centro escolar de Marinhais por exemplo havia sido iniciado no anterior mandato, e finalizado neste. A quem pertencem os “louros”? As trocas de palavras têm sido uma constante entre BE e PS, na realidade não interessa aos cidadãos quem fez o quê mas que as obras sejam realizadas para que estes tenham melhores condições de habitabilidade e de empregabilidade no concelho. Esta é a preocupação do MCI, como movimento independente pretende afastar-se das quezílias partidárias e dar voz às verdadeiras preocupações do concelho. Podia ter sido feito mais este ano, as nossas apostas teriam sido mais amplas e com mais impacto social e económico. Por isso estamos atentos e continuamos a fazer uma oposição construtiva com esse mesmo objetivo.

EL – Ainda em termos de balanço, qual a sua opinião sobre o orçamento do município estipulado para o próximo ano civil?

RM – Temos plena consciência que estamos perante um orçamento de período das “vacas magras”. As transferências da Administração Central têm vindo a ser reduzidas ano após ano, existe uma descentralização de poderes mas depois não é compensado economicamente os municípios de forma a que os munícipes tenham qualidade nesses mesmos serviços descentralizados. As despesas com pessoal abrange uma fatia enorme neste magro orçamento, mas uma vez mais as nossas opções não passam pelas mesmas do PS, continuamos a reafirmar que é necessário desenvolver este concelho economicamente, e se é difícil captar a atenção de empresas para Salvaterra de Magos, o turismo deveria ser uma aposta muito forte utilizando o Tejo e a barragem de Magos como um cartão de visita para o nosso concelho.

EL – Julga que os cidadãos estão satisfeitos quanto àquilo que diz respeito a conteúdos culturais direcionados para a juventude?

RM – Efetivamente, temos verificado um aumento de atividades socioculturais, as agendas culturais têm crescido a olhos vistos. No entanto, estas agendas acabam por ficar um pouco longe dos desejos dos mais jovens, temos de convir que os jovens não se veem aliciados para a agenda cultural promovida por exemplo para o 25 de Abril ou para o 1º de Maio. Deveremos focar estas datas importantíssimas e dar-lhes uma vertente apelativa para esta classe social. Não nos podemos esquecer que serão eles o futuro do concelho, é a eles que devemos captar o interesse para a cultura e para a participação nestas e noutras atividades.

As escolas devem fazer uma parceria com a Câmara e em união tornar os jovens mais participativos na agenda cultural do concelho.

EL – Dado que o desemprego é um problema de difícil resolução, quer em termos nacionais, quer concelhios, qual a sua opinião sobre o papel do município no incentivo à fixação de grupos empresariais que ajudem a colmatar esta preocupante questão?

RM – Esta é, sem dúvida, o maior problema do país e do nosso concelho. É necessária uma boa zona industrial e um centro de empresas a trabalhar em pleno com as que temos e dar condições para que outras empresas vejam em Salvaterra de Magos um polo de atração seja pela situação geográfica, utilizando o nó de acesso da A13 nos Foros de Salvaterra, seja pela mão-de-obra existente, onde já uma grande parte é qualificada. Obviamente que continuamos a insistir no grande desperdício que tem sido por todos os executivos, da falta de requalificação da barragem de Magos e do Tejo como duas potencialidades nacionais para desportos náuticos, campismo e outras atividades que poderiam trazer muitos turistas a este concelho. Sem uma estratégia definida ficamos a ver os concelhos vizinhos a progredir e o nosso a continuar a marcar passo.

EL – Os munícipes queixam-se da falta de cuidados médicos. É a saúde uma área vulnerável no concelho?

RM – Esta é uma vulnerabilidade de Salvaterra e de todo o Ribatejo. Vemos muitos munícipes a manterem residência fiscal em Lisboa, por exemplo, porque lá têm médicos. Esta é uma das muitas respostas que nos deram aquando da campanha eleitoral. É uma vergonha o número de médicos que existe por cada habitante, pois temos mais de 22 mil pessoas neste concelho. Os esforços que têm decorrido não podem parar, seja pela comissão criada para o efeito, seja pela Câmara. Temos de mostrar que este é um direito constitucional que assiste a cada português e que em nome da “crise” nos estão a privar dos nossos mais importantes direitos como é o da saúde.

Temos de continuar a exigir médicos e condições para que os nossos munícipes possam ter condições condignas. Não podemos parar de reivindicar este direito para o nosso concelho, e é isso que temos visto: um baixar de braços gradual. Não nos revemos nesta posição, muito pelo contrário, queremos e exigimos a quem de direito uma luta constante ao serviço das nossas populações.

EL – O movimento independente está representado na assembleia municipal. Como têm atuado enquanto oposição?

RM – Temos atuado dentro do que pensamos e defendemos, não fazendo uma política de descredibilização, mas uma política construtiva, inovando e alertando para os problemas existentes. Acima de tudo pretendemos ser coerentes e levar à Assembleia a voz dos nossos munícipes que já se desacreditaram há muito na política e dos políticos. Defendemos a independência, verdade e sobretudo a construção de um concelho mais próspero com condições de vida para os seus munícipes. Não nos verão a criticar apenas por estarmos na oposição, verão uma oposição responsável e capaz de transmitir ao executivo soluções para o nosso concelho.

EL – Finalmente, como interpreta o facto de o PS ter convidado recentemente o vereador eleito pelo PSD para deter o pelouro do Empreendedorismo e Desenvolvimento Económico?

RM – Este é um pelouro fundamental para o crescimento económico do concelho, o que abarca situações muito complicadas como a grande taxa de desemprego, número de empresas com grandes dificuldades em se manter ativas, entre outros problemas. Deveria ser o PS a deter este pelouro, por ser estruturante na sua política para o concelho. Sabemos que daqui a três anos a população irá julgar a atuação do vereador Francisco Naia neste pelouro. Esperemos que, não tendo ocorrido os objetivos desejados, não seja uma forma do PS atirar as culpas para o vereador que não era da sua cor política. Há uma coligação então para o sucesso ou insucesso. Esperamos que a coligação produza os frutos desejados, pois o concelho ganhará com isso. O MCI estará disponível para trabalhar em prol do concelho. Como tal, continuará a fazer na Assembleia uma oposição construtiva desejando igualmente muito sucesso para esta coligação.

Vida pessoal e profissional

É filho de António Moreira, ex-presidente da Câmara de Salvaterra de Magos durante três mandatos. Foi presidente da junta de Foros de Salvaterra durante dois anos e pertenceu às listas do PSD “independente”, através de um convite formalizado por Carlos Marques, mandato em que foi vereador. Em 2013 foi candidato à Câmara pelo Movimento de Cidadãos Independentes.

A nível profissional, trabalha há 24 anos no Crédito Agrícola.

Biografia do Movimento

O MCI surgiu depois de terem “sentido e ouvido as pessoas dizerem que andavam fartas dos partidos políticos e de tudo o que os envolve”, “do autêntico desnorte que o concelho atravessava”, refere Rui Moreira.

O compromisso passa por “continuar a prestar atenção às preocupações das pessoas, das suas críticas”, e levá-las à assembleia municipal onde estão representados por dois deputados. Também na união de juntas de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra contam com dois eleitos.

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