PEA – Cantinas Sociais

Na passada semana, tive oportunidade de participar numa Sessão de Esclarecimento sobre “Cantinas Sociais”, promovida pela União Distrital das IPSS de Santarém, que teve lugar no auditório da Estação Zootécnica Nacional no Vale de Santarém, onde estiveram presentes mais de seis dezenas de pessoas, de entre as quais destaco, a Helena Neves (Vereadora da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos), a Carla Nunes (Centro Bem Estar Social dos Foros de Salvaterra), a Maria João Pereira (Centro Bem Estar Social da Glória do Ribatejo) e a Joana Costa (Lar Adventista para Pessoas Idosas), para os esclarecimentos, Eduardo Mourinha (Presidente da UDIPSSS) convidou o Tiago Leite (Diretor do ISS, IP – Centro Distrital de Santarém) que, numa linguagem demasiado simplificada para a complexidade dos problemas sociais que motivaram a elaboração do Plano de Emergência Alimentar – Cantinas Sociais (PEA), lá nos descreveu as intenções, objectivos e meios disponíveis para a sua concretização, ficou por esclarecer o que pode acontecer a 1 de Janeiro de 2015, uma vez que o PEA – Cantinas Sociais termina no final de 2014.

“No distrito de Santarém, só passa fome quem quer”, como se a condição de pobreza e vergonha associada dependesse da vontade de cada um! Com este princípio o Diretor Tiago Leite apresentou os números, 4375 refeições protocoladas com 113 instituições, dando como exemplo os números de dezembro e a taxa de execução dos últimos quatro meses de 2013, 3070 refeições servidas e 66%, respectivamente.

Ficamos ainda a saber, que a execução do PEA está a ser objeto de avaliação, quer através de questionários aos parceiros (IPSS), quer em reuniões de trabalho nas Plataformas Supraconcelhias da Lezíria do Tejo e Médio, das quais fazem parte os Conselhos Locais de Ação Social (CLAS), bastante e abundantemente elogiados, ficou ainda o alerta para a sensibilização e dinamização dos Conselhos Sociais de Freguesia, mas não, digo eu, na perspectiva ou com a missão de “polícia mau” que conhecendo melhor as situações as denuncia, obviamente que para a identificação e avaliação dos casos concretos, os intervenientes locais detêm um melhor conhecimento da história, das histórias das famílias, mas dai a desejar que sejam “polícias maus” vai uma grande distância em relação aos reais objectivos definidos no Decreto-Lei n.º 115/2006 de 14 Junho.

Enfim…expressões infelizes, para um problema demasiado complexo e demasiado real para centenas e centenas de famílias do nosso distrito.

Para terminar, ficam com os números da UDIPSSS, 173 associadas, 65 955 utentes, 4714 colaboradores efetivos, 980 colaboradores (contratos a prazo), 2796 voluntários, são centenas de milhares de euros investidos na proteção dos mais desprotegidos, um exemplo da importância no Terceiro Setor, o da Economia Social no Distrito de Santarém.

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