Dia da Europa

Anúncios

É isto…

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o “preto no branco” e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções justamente os que resgatam os brilhos dos olhos, sorrisos dos bocejos, orações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.”

Pablo Neruda

Pontes & Muros (5 de Março)

O Tejo. O rio, a sobrevivência da fauna, flora e economias ribeirinhas são finalmente boa noticia, investimentos aos milhões, na recuperação do leito, no tratamentos dos dos resíduos e efluentes poluentes, na manutenção dos diques, administrações centrais, regionais e locais, públicas e privadas alinham vontades e aparentemente definem estratégias sequênciais e multinível e com vantagens para todos…é difícil de acreditar mas é fundamental que aconteça mesmo e de vez!

O mundo precisa, para Portugal é essencial para o Ribatejo urgente! O Tejo é a nossa maior porta de visita. Fartos de alcatrão e betão, haverá melhor porta turística que uma vinda para o Ribatejo de barco, Tejo acima, com mouchões, salgueiros, garças, fataças e outras bicharadas.

Geograficamente situados ao lado da capital mais cool da europa e do mundo, não podemos continuar a privar milhões e milhões de turistas do melhor que temos e com essa privação, condenar dezenas, centenas de aldeias e vilas ao abandono de populações, deprimindo o desenvolvimento e desiquibrando ainda mais o frágil desenvolvimento do país, cada vez mais litoralizado sem que isso corresponda a um aumento de qualidade de vida das pessoas.

Guterres em 1995 evocou uma paixão afirmada três vezes: educação, educação, educação, sem a qual não haveria futuro!

Em 2018 a paixão afirmada só pode ser interior, interior, interior! do território que nos permite fomentar coesão e das pessoas que nos permite ser melhor seres humanos!

Parece simples e, é simples! Basta querer! Eu quero, e tu?

Todas as guerras são estupidas, ainda que algumas delas possam aparentemente e pontualmente resolvam problemas, sempre os conjunturais os estruturais perduram há milénios e basicamente nos mesmos territórios e com os mesmo povos a sofrer!

Mas sendo todas as guerras estupidas, há umas mais estupidas que outras…em especial aquelas em que já apenas matam crianças e os mais velhos, desprotegidos por natureza, sofrem na Síria como nunca! E quando se pensa que há quem trabalhe na paz…eis que russos apenas querem manter a presença estratégica e equilibradora, no entender deles, na geopolítica mundial e os americanos… dão como exemplo de paz o armamento dos professores!

Há na vida um limite para tudo, para tudo excepto para a estupidez! Trump, Putin e al-Assad … são o exemplo prático e nem a melhor boa vontade de Macron consegue compensar o isolamento suicida de May e o jogos internos em que Merkel está entretida!

Resta-nos a voz de Guterres e dos movimento sociais. Manifestamente pouco, mas essenciais para não perdemos a noção humanitária no processo de decisão política.

Com mais pontes e menos muros. Para a semana cá nos encontraremos…a procurar mais soluções fora da caixa e menos dentro dos velhos modelos de funcionamento do país

Pontes & Muros (19 de Fevereiro)

alertava Antero de Quental, que “muitos mesmo quando se julgam muito progressistas, continuam a trazer dentro de si um fanático e um inquisidor”!

Este fim de semana, de Lisboa a capital mais cool do mundo, o mundo girou ao contrário… primeiro em Alvalade sob uma forte ovação, Bruno de Carvalho mandou às ortigas a liberdade de opinião, de expressão e de escolha…imagina-se o que acontecerá a quem não cumprir…depois na Junqueira…onde uma dirigente democraticamente eleita foi apupada, por num determinado contexto ter feito o que tinha de fazer, independentemente da preferência politico/partidária!

Palmas para a censura, apupos para a democracia…estamos mesmo em 2018? E no século XXI devo eu fazer mesmo que sportinguista e sociais democratas me dizem…que eu benfiquista e socialista não me devo incomodar?!?!

Não me devo incomodar?!?!? Era o que faltava, no dia em que nos deixarmos de inquietar com estes tiques absolutamente ditatoriais, inquietamo-nos com o quê? Ou esta gente acha que Aristides de Sousa Mendes também não se devia ter incomodado? Ou que Mandela e Gandhi não deviam ter resistido?

Incomodo-me sim, sempre! e livre desses fanatismos clubisticos e partidários usarei todos os meios ao meu alcança para os denunciar, combater e acabar com eles! Quantas vezes não se derruba um muros apenas tirando um tijolo?

Inquieto-me sim, sempre! e livres espero que façam o mesmo, que vão tirando tijolos para derrubar os muros e que os aproveitam para construir pontes…pontes de oportunidades, de igualdade e liberdade de oportunidades para todos, mesmo que eles sejam sportinguistas ou a Ilina Fraga.

Até para a semana, com mais pontes e menos muros.

Pontes & Muros (8 de Janeiro)

Ano novo e novo ano são sempre sinónimos de novos desafios, ainda que alguns correspondam a velhos problemas para os quais as tradicionais soluções já não são resposta! Praticamente um ano depois da tomada de posse de Trump, as realidades alternativas e as “fake news” instalaram-se no mundo e no dia-a-dia de todos nós e são de tal maneira avassaladoras que demoramos a reagir e raramente agimos!

Talvez hoje seja possível entender em todo o seu alcance frases como aquela “de que para o mal triunfe, basta que as pessoas boas nada façam” e este é um dos desafios para 2018, motivar as gentes boas a participar, primeiro para desconstruir as realidades alternativas, que se assemelham muito a muros e segundo para denunciar as “fake news” com a verdade, com o trabalho, com rigor, competência, transparência e paixão.

O que se pede é às pessoas boas que assumam as paixões pelas suas causas, gentes e terras, que ocupem o lugar que lhes pertence e que afastem um certo “poder instalado” que se julga dono disto tudo, acreditando eu, como já vos disse diversas vezes, nos impactos globais das acções locais, 2018 pode e deve ser ano de mais pontes e menos, muito menos muros.

Mais pontes exigem de nós menos indignações instantâneas, mais procura de informação e mais rigor nas analises… é fácil hoje apontar o dedo aos dirigentes das ipss’s, como o foi na protecção civil apontar à ministra…é fácil perceber, hoje, que afinal de contas a ministra foi, e é, umas das menos responsáveis, será, amanhã fácil de perceber que os dirigentes de ipss’s e de outras associações e colectividades não são todos iguais!

E, sendo fácil sugere-se então mais exercício de raciocínio, menos seguidismo e achismo! o que de imediato resulta em mais, e melhores, soluções para os problemas e menos muros instalados!

Parece simples e é simples, pratiquem e verão (e sentirão) como é muito mais saudável viver, integrando, tolerando, participando, desconstruindo o mal e construindo o bem.

Em próximas crónicas estarei de volta, pelo menos, às inquietações de termos apenas dois comandantes de bombeiros suspeitos de más práticas durante os incêndios de junho! À justiça não basta ser justa, também tem de o parecer! E, também, de volta à selvajaria nas estradas portugueses que atingiram, novamente, recordes negativos de mortes e feridos graves… é que na condução não basta parecer, temos mesmo de ser prudentes!

A todos um excelente ano com muitas pontes e muito, muitos menos muros! Para a semana cá nos encontraremos…