Somos Europa

“Não é preciso nada de extraordinário para nos interessarmos por política, a Europa é de todos e para todos”

Filipa Maia, Mandatária Nacional do Partido Socialista

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#SomosEuropa #Europeias2019 #EE2019

 

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rebuild…

… poderosa esta mensagem de Obama que merece ser interpretada não só pela tragédia de Notre-Dame mas também pela degradação dos estados enquanto redistribuidores de riqueza e geradores da igualdade de oportunidades, a Europa foi sempre exemplo disso para o mundo, haja capacidade de reconstruir esse amanhã, de instantes plenos e perfeitos de vida multiplicada e brilhante como Sophia nos prometeu.

“It’s in our nature to mourn when we see history lost – but it’s also in our nature to rebuild for tomorrow, as strong as we can.” B. Obama

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Pontes & Muros (15 de Abril)

Já todos sabemos que os caminhos para as eleições são percursos intensos. Não podemos é continuar a focar a intensidade no grito e pior que isso, na mentira! 

Obviamente a disputa é entre seres humanos, homens e mulheres que sentem, que reagem (cada vez mais) e agem (cada vez menos)…mas a razão, que deve resultar sempre da convicção de cada um, tem de ser afirmada dentro da cordialidade e boa educação que o respeito democrático merece. Estamos em Abril e honrar Abril é respeitar as pessoas, incluindo os adversários deste ou daquele momento.

Há um sério problema de participação, de 1976 a 2017 a abstenção cresceu para níveis próximos do limite da legitimidade democrática e de representação. 

Confesso-vos que não conheço soluções mágicas para este problema altamente complexo, aliais não há soluções simples para problemas complexos mas sei bem que não é aos gritos, nem com linguagem brejeira e ordinária, muito menos com recurso, permanente, à mentira que se motivam as pessoas a participar. 

Não, não somos todos iguais, há-os que defendem o publico como redestribuidor de riqueza e gerador de igualdades de oportunidades e há-os que apenas querem desmantelar o estado e acumular a riqueza. Não é a única, mas a diferença essencial entre esquerda e direita é esta. 

Há demasiadas agendas ocultas no debate publico, dos interesses económicos aos corporativos e sempre com protagonistas disponíveis para as defender, a vós peço-vos atenção máxima, ao que ouvem,  ao que veem, e analise critica ao que parece que é mas pode não ser. 

Peço-vos enfim reflexão própria e não baseada em imediatismo… e decisão em consciência!

Tal como José Régio, “não sei por onde vou, não sei para onde vou – sei que não por ai!” Eu participo e tu?

Até para a semana, sempre a derrubar muros e a construir pontes!

(rascunho)

A minha relação com a morte…

A minha relação com a morte… é o único rancor que tenho na vida, não gosto da morte, aliais detesto-a, está permanentemente a levar-nos gente da nossa vida, já levou família (felizmente quase toda no tempo lógico), já levou família dos amigos logo família (e aqui já alguns fora de tempo), já levou algumas das referências cívicas, sociais e políticas e é tão estupida que ousou até levar filhos dos amigos… já levou amigos e amigas e é por eles e elas que detesto a morte, bruta, cruel, implacável, leva-nos os amigos e amigas de infância, da escola, do desporto, do associativismo, da política e leva-os no tempo completamente errado.

Não gosto destes momentos, não gosto de declarações pessoais sobre a morte, faço-o sempre obrigado por ela, a morte, e pelo respeito institucional que em alguns casos tive de ter! Estes são momentos de silêncio e reflexão sobre a vida, não gosto de declarações, mas hoje tinha de a fazer! Não gosto de ti morte, detesto-te! Hoje foste mais uma vez cruel e levaste mais um amigo!

Até sempre Nelson, da escola, ao andebol, da jota aos bombeiros, convergimos e divergimos, foram mais de trinta anos de amizade, construímos e destruímos sonhos, quisemos mudar o mundo e a nossa rua, sabes que mais? Aqui e ali fomos capazes!

Aquele abraço amigo, descansa em paz!

(lá em casa as perguntas eram sempre as mesmas: quem era o Monhê, as respostas eram igualmente sempre as mesmas, é o Cavalão. Qual Cavalão? O Nelson, Nelson Maia. Andamos anos nisto, eu e a minha mãe)