JOVENS DE COSTAS VOLTADAS PARA A POLÍTICA?

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17 DE OUTUBRO 2018 | 21H30

Alheados e desinteressados. É este o retrato da participação política dos jovens portugueses feito por vários estudos. Não se revêem nos partidos, nem em muitas associações, mas estão cada vez mais activos na internet. Quem está a fazer a diferença na sociedade civil? E como? Veja o debate.

Combater o desemprego, proteger o ambiente, defender a igualdade das mulheres. São mais as grandes causas do que os partidos que hoje levam jovens a envolverem-se na sociedade portuguesa?

Parece que sim. Os estudos mostram que a maioria dos adolescentes e jovens não têm interesse na política, apesar de os índices de satisfação com a democracia estarem a melhorar em Portugal.

Não se revêem nos partidos, não lêem notícias nos jornais nem vão à internet aprofundar estes temas. E, apontam alguns dados, até votam menos do que há uns anos.

São também pouco participativos na vida associativa. Apenas cinco em cada 100 portugueses entre os 15 e os 24 anos estavam ligados a uma associação juvenil e apenas 2% pertenciam a uma associação de apoio humanitário em 2015. Números que crescem à medida que a idade avança, mas continuam a ser pouco expressivos.

É através da internet que mais revelam os seus comportamentos cívicos. Como é que chegamos aqui e de que forma os mais activos estão a fazer-se ouvir?

Como é possível alterar este cenário? E quem são os jovens que estão a fazer diferença na sociedade?

No próximo Fronteiras XXI juntamos o músico e fundador dos Buraka Som Sistema, Kalaf Epalanga, o presidente do Conselho Nacional da Juventude Hugo Carvalho, a ex-líder do grupo de jovens promessas criado pelo Fórum Económico Mundial Inês Relvas e o professor de Ciência Política Carlos Jalali.

No programa teremos contributo especial da mais jovem autarca nacional, Isabel Guedes, que aos 21 anos se tornou presidente da Junta de Eja (Penafiel).

A moderação do Fronteiras XXI fica nas mãos da jornalista Ana Lourenço. Não perca, dia 17 de Outubro, às 21h30, na RTP3.

Links úteis:

Infografia: Eu, Jovem, Político

Quarenta Anos de Abstenção

Mais: aqui

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FEDERAÇÕES ARTICULAM POSIÇÃO COMUM NO ÂMBITO DO PORTUGAL 2030

As Federações do Partido Socialista de Leiria, Região Oeste e Santarém estiveram reunidas este sábado, na Nazaré, para debater a preparação do território abrangido por estas três estruturas para o próximo ciclo de desenvolvimento, coincidente com o novo Quadro Comunitário de Apoio.

Tendo o Programa Portugal 2030 como pano de fundo, as três Federações procuram articular posições no sentido de dar resposta às necessidades de uma região que partilha infraestruturas e características geográficas e identitárias que a aproximam e que fazem dela uma unidade territorial com condições de apresentar níveis de coesão superiores aos que atualmente tem.

Em debate estiveram questões como a coesão territorial e a coesão sócio-económica, temas considerados fatores potenciadores da criação de uma nova unidade territorial, com autonomia para estruturar o seu planeamento de forma coordenada e integrada, promovendo a gestão financeira dos meios que lhe couberem através do seu próprio programa operacional. Este objetivo poderá ser atingido através da criação de uma NUT II, tendo em conta que a região abrangida pelas representadas por estas três Federações cumprem os critérios básicos para a sua criação, designadamente em termos de representação populacional.

As NUTS II constituem a matriz territorial de referência na afetação dos fundos estruturais e de coesão da União Europeia, sendo que a elegibilidade regional é a possibilidade de os projetos com origem numa determinada região terem acesso aos financiamentos comunitários. Uma NUT II nesta região seria colocada no Objetivo 1 da Política de Coesão, mantendo acesso ao atual nível de fundos de apoio.

A possibilidade de criação de uma nova NUT II foi analisada, tal como foram discutidas as possibilidades de articulação de uma estratégia comum que promova a racionalização do aproveitamento dos fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio, designadamente ao nível de projetos estruturantes com impacto regional, ou mesmo nacional. A atração de investimento e o desenvolvimento da capacidade instalada são prioridades para os autarcas socialistas da região, que já se aplicam no estabelecimento destas sinergias no âmbito das Comunidades Intermunicipais.

Foi igualmente analisada a proposta de descentralização de competências apresentada pelo Executivo, um processo aberto que as estruturas partidárias apoiam e que está a ser trabalhado pelos municípios, tendo em conta o princípio da subsidiariedade e a disponibilização de meios para aplicação das políticas descentralizadas.

Nazaré, 13.10.2018

PS FDS | Encontro Federações |131018 | 1

Leslie

Impressionante o efeito do Leslie, para quem achava que os alertas foram exagerados uma vista de olhos às imagens talvez seja recomendado.

Entrou pelos distritos de Leiria e Coimbra, podia ter sido por Lisboa e Setúbal e a tragédia teria sido com toda a certeza de proporções históricas, um ano depois a zona centro do país foi novamente massacrada pela tragédia, espero que a, feliz, ausência de mortes não corresponda a ausência de solidariedade pública, institucional e informal.

Por cá, onde se chegou a prever a passagem da tempestade, gostei de ver nas redes sociais, as limpezas de telhados, os jantares caseiros e o sossego nas ruas. Exageradas são sempre as tragédias, os avisos e alertas nunca são demais.

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(para as vagas de calor e consequências nos incêndios as alterações climáticas são relativizadas porque interessa sempre a cabeça de ministros na bandeja, agora que não se consegue pedir a demissão de um qualquer ministro, podemos então discutir os efeitos do nosso estilo de vida no planeta e as alterações climáticas?)

 

Este país não é para velhos…

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Este país não é para velhos…para as “100 ideias da minha terra” a minha aldeia, a minha região, o meu país, ficou a ideia de criarmos planos Intermunicipais de promoção de mobilidade e acessibilidade para todos, em especial para os nossos mais velhos, uma terceira e quarta idade cada vez mais isolada, cada vez mais solitária.

A ideia que a solidão e o isolamento é lá no monte no meio do nada é uma ilusão para descargo de consciência…não! É no meio dos bairros nas nossas vilas, nas cidades, nos espaços mais urbanos dos urbanos. Dar vida aos centros históricos (tenham eles história ou não) é trazer esta gente, nossa e como nós, para a rua. Para isso precisamos de derrubar as barreiras que se perpetuam e continuam a ser criadas no espaço urbano, já foi percorrido um longo caminho deste a legislação de 1997, revista em 2006, mas precisamos de acelerar, identificar, georeferenciar, colocar online e submeter os decisores à pressão da monitorização pública e permanente.

Precisamos de percursos limpos, com zonas de descanso, de protecção e recreio, precisamos de usar a inteligência, o conhecimento e a tecnologia ao serviço deles, como por exemplo a simplicidade da utilização de semáforos inteligentes, que com um cartão identificador da pessoa, aumentam e diminuem os tempos de passagem.

O distrito está a perder gente, vai perder ainda mais na próxima década, há múltiplas e variadas respostas a encontrar para inverter esta tendência, mas temos de tratar dos que cá estão, que um dia seremos nós!

O envelhecimento ativo não pode ser apenas um conceito, tem de ser uma prática promovida da porta de casa ao fim do mundo, o mundo de cada um deles de cada um de nós.

Em follow up chegamos lá mais depressa e bem, não há tempo (esse que é dos mais preciosos bens que tem de ser vivido e aproveitado) a perder! Esta iniciativa pretende isso, aproveitar a maturidade do pensamento local para o global.

A proposta continua em construção e tem tido vários contributos, sintam-se à vontade para acrescentar, partilhar, colaborar.