Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (LXXVI)

Esparregado de diabelhas I

(receita de Perpétua Elisa Bernardino Duarte, 90 anos – Moçarria, Santarém)

Ingredientes: Diabelhas, azeite, farinha, alhos, sal e vinagre.  

Modo de fazer: Lavam-se e esfarrapam-se as diabelhas. Cozem em água e sal numa panela. Escorrem-se. Numa frigideira frigem-se alhos em azeite, e juntam-se as diabelhas feitas em bolas, adiciona-se a farinha, mexe-se, põe-se mais azeite se for preciso, verifica-se o sal e borrifam-se com vinagre. 

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Glossário

Escabeche: preparado à base de vinagre e outros temperos, no qual se conservam os alimentos que serão servidos mais tarde. Este procedimento aplica-se sobretudo aos peixes pequenos, mas também serve para cozinhar aves de capoeira ou caça. Depois de frio, mantendo-se o azeite ou o óleo, é acrescido de alho, cebola, louro, pimentão, tomate, além do vinagre e especiarias. 

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Pontes & Muros (21 de Janeiro)

Não há forma de escapar ao estado das direitas portuguesas…uma semana inexplicável onde se baralhou tudo para…ficar tudo na mesma, discussões intermináveis sobre o dia, a hora, os convites, a forma de votar…substância? Nenhuma!! Apostaram tudo na forma e então?

A determinada altura chegaram a dizer-nos que tinham “acordado o gigante adormecido”… sabemos o que querem para a protecção social? Para a escola pública? Para o Serviço Nacional de Saúde? Não, Não e Não…mas acordado o gigante talvez se possa então alimenta-lo a “arroz com atum”!

A democracia será sempre uma obra inacabada, a nossa resiste às tentações populistas que triunfam na Europa e no Mundo…mas convém não abusar da paciência das pessoas! Recorde-se então Francisco Sá Carneiro: “A política sem risco é uma chatice e sem ética…é uma vergonha.” O risco não era certamente sobre a forma e a ética era mesmo ética, republicana, democrática! Esta semana foi sem risco e sem vergonha, espera-se então que recompostos desta intensa semana…digam ao que vem, como e porquê.

Entretanto à esquerda, decidiu-se que a avaliação das escolas passará a ter critérios de inclusão, afinal de contas a função das escolas…incluir e criar condições de igualdade de oportunidades. Andamos há anos a promover uma classificação por notas, selectiva, segregadora e inutil. 

Este será provavelmente o primeiro passo para prestigiarmos a escola em função da qualidade e não da quantidade…em paralelo precisamos agora que dignificar a função de ensinar. As e os professores são essenciais, fundamentais, para formarmos e educarmos as nossas crianças e jovens, construindo assim uma sociedade mais justa e igual. 

Títulos de jornal do tipo “alunos com piores notas a Português vão para professores” são apenas mais uma canalhice, quanto mais não seja porque as piores notas continuam a ser médias positivas e muitos deles escolhem o ensino por vocação…e não há notas nem médias para essa paixão.

(Este será um dos meus temas de 2019, a função de ensinar…porque sem ela jamais conseguiremos quebrar o ciclo de violência sobre as mulheres, crianças e idosos, um desígnio que não abandono)

Ontem a Administração Trump fez dois anos, já só faltam outros dois…ele insiste em construir um muro, por aqui teima-se nas pontes…até para a semana! Com novidades sobre novas travessias sobre o Tejo e as prioridades de investimento para Portugal 2030.

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Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo (LXXV)

Misturada de papoilas e feijão 

(receita de Leopoldina Arsénio, 82 anos – Ribeira de São João, Rio Maior)

Ingredientes: Papoilas, feijão, água, azeite e sal.  

Modo de fazer: O feijão fica de molho de um dia para o outro. A seguir o feijão vai a cozer numa panela com água, um fio de azeite e sal. Migam-se as papoilas miudinhas. Assim que o feijão fique em puré misturam-se as papoilas e rega-se com um bocadinho de azeite. 

Nota: Também se pode fazer utilizando saramagos. 

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Glossário

Saramago: planta comestível.

Aldeias de A a Z – (V)

Aldeias de A a Z – (V)

Com o Presidente Hélder Esménio estamos em  Salvaterra de Magos, Capital Nacional da Falcoaria um dos melhores sítios para contemplar a Lezíria até à Chanerca, o Tejo (Escaroupim, Praia Doce, Bico da Goiva) e de enviar um Barrete a gosto, uma tradição que nos liga à rádio e a Lisboa.

(para ouvir: aqui)

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